quarta-feira, 21 de outubro de 2009

UVAS CASTAS - 2004


Região: Douro e Alentejo
Produtor: Henrique Uva-Herdade da Mingorra
Enólogo: Pedro Hipólito                                                      
Castas: Douro (25%Tinta Barroca 25% Tinta Roriz) e do Alentejo (15% Aragonês e 35% Alfrocheiro)
Teor Álcool: 14%
P.V.P.:  € 20,00 a € 23,00

No limiar desta “Minha Louca Paixão”, quando me comecei a sentir inexplicavelmente compelida a querer perceber o que realmente era isto do VINHO, pelo meio das minhas frenéticas buscas de conhecimentos vínicos na internet, tropecei neste Uvas Castas (…é verdade, tropecei é mesmo a palavra correcta).
Senti-me, desde logo, seduzida pelo seu nome - UVAS CASTAS, um nome com tanto de simples e poético como de forte e pujante, sobretudo se nos detivermos na sua enorme irreverência. Falo-vos de um vinho corajoso, destemido e audaz, que não sendo absolutamente inovador no seu conceito intrínseco (a mistura de regiões), teve o mérito de ter sido o primeiro, que já não o único, Douro-Alentejo.
De vinhos produzidos a partir de uvas provenientes de diferentes regiões e, até mesmo de diferentes países, existem já outros exemplos. Lembro-vos o caso do Dado, agora Doda (Dirk Niepoort-Douro e Álvaro de Castro-Dão), o caso do Pião (uvas de Piemonte-Itália e do Dão-Portugal), Dourat (Douro-Portugal e Priorat-Espanha) e ainda, se a memória não me traí, o Durodero (produzido a partir de uvas do Douro e da nossa vizinha espanhola – Toro/Duero).
E se o nome era já deveras apelativo, o seu rótulo, para além de todo o requinte e elegância, exibia-se ainda de forma extremamente esclarecedora. Que grande rótulo e que bonito contra-rótulo temos aqui!  
A todo este “hardware” vem por fim juntar-se uma genial e digna referência ao conceito de casamento do dublinense Sir Oscar Wilde. Grande ideia e, mais uma vez, corajosa irreverência.
No que toca às suas características organolépticas, e é disso que se me impõe aqui falar, devo-vos dizer que o bebi pela primeira vez há já algum tempo. No meio de toda a minha ignorância no que à prova dizia então respeito, pareceu-me, desde logo, um vinho a não esquecer. Por essa razão, resolvi investir em mais uma garrafa que guardei para mais tarde degustar.
Decidi fazê-lo no passado fim de semana, e em boa hora o fiz! 
Na companhia de comensais escolhidos a dedo, que se fizeram acompanhar de outros bons vinhos dos quais oportunamente falarei, este vinho, classificado indignamente como vinho de mesa face à legislação actualmente em vigor, foi-se portando à sua altura, fazendo jus ao seu espírito atrevido.  

Com calma, devagarinho e com muita classe, foi-lhes aniquilando os mais nobres e doutos argumentos contrários a qualquer inovação vínica, deixando-os por fim rendidos aos seus ternos encantos (…lá se foram mais uns quantos “puristas” do vinho!).
De cor vermelha pouco carregada mas intensa e brilhante, revelou-se, de início, algo tímido, bastante reservado nos aromas, demasiado low profile, diria mesmo. 
Com o desenrolar da prova, já devidamente “respirado”, foi mostrando toda a força do seu nariz, deixando então soltar as suas frutas maceradas, com café e chocolate à mistura, proporcionalmente emparelhados com as suas notas vegetais e o seu fundo bem terroso.
Era o grandioso Douro a manifestar-se com todo a sua garra! E lá estavam a habitual esteva, a simpática urze e também, porque não, o perfumado aneto. 
Na boca, revelou toda a sua suavidade, mostrando enorme elegância, com um corpo e uma acidez a aguentarem muito bem os seus taninos. Termina de forma marcante, mas com muita “doçura na voz”. Aqui, digo eu, o Alentejo saiu a ganhar.
“O seu estágio teve a particularidade de “ter sido feito em duas fases e separadamente para os vinhos do Douro e do Alentejo”, explica Pedro Hipólito. “Primeiro estagiaram cerca de cinco meses em barricas, para depois serem loteados, regressando à madeira para perfazerem cerca de 12 meses de estágio”.
“O objectivo foi aliar a complexidade, o vigor, a concentração e a frescura – afinal as características mais marcantes dos vinhos do Douro – com a tradicional suavidade dos vinhos do Alentejo”, sublinha Pedro Hipólito, o enólogo do projecto Henrique Uva/Herdade da Mingorra. “Uma experiência muito enriquecedora, mas também um projecto que nasceu da necessidade de criar vinhos para nichos de mercado. É que com as prateleiras saturadas de referências cada vez mais iguais entre si, faz todo o sentido lançar um vinho como o Uvas Castas, até por poder preconizar uma solução de futuro, na procura de valores de diferenciação”.
Este vinho encerra em si mesmo, atrevo-me a dizer, algo de mágico ou alquímico e ainda a ambivalência de nos conseguir transportar, de forma pretensamente equitativa, para duas das principais regiões vitivinícolas portuguesas, o arrebatador DOURO e o lânguido ALENTEJO.
Ousando, por fim, definir este vinho numa só palavra (condensá-lo num só grito como diria a grande Florbela Espanca) e procurando resistir à tentação de plagiar outros apreciadores que sobre ele já se pronunciaram com nomes como ímpar, singular ou diferente, que tal… apelidá-lo “simplesmente” de…ÚNICO!

Nota: 16,5                                                                                       Olga Cardoso

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

PRIMEIRA PAIXÃO VERDELHO 2008


Região: Madeira
Produtor: Paixão do Vinho
Enólogos: Rui Reguinga e
Francisco Albuquerque
Castas: Verdelho
Vol. Alcool: 12,5%
P.V.P.: +/- € 12,00 ´

A casta que está na origem deste vinho é seguramente uma das mais enigmáticas e indecifráveis castas brancas de que tenho conhecimento. Há quem afirme que tal como as diferentes variantes da família Malvasia, esta casta terá tido a sua génese na famosa ilha grega de Creta. A verdade é que esta fascinante casta branca sempre se prestou a enormes equívocos e flagrantes erros de toponímia.
Não obstante a relação parental que sempre lhe quiseram estabelecer com a casta Verdejo de Espanha e Verdello de Itália, rigorosos estudos ampelográficos efectuados concluíram pela total inexistência de similitudes genéticas.
Pese embora existam vários vinhos portugueses que exibem o nome Verdelho nos seus rótulos ou contra-rótulos, a verdade é que estamos perante castas com perfil totalmente diferente, tal como são o habitual Gouveio e mais actualmente a casta Verdejo que muitos dos nossos produtores vão buscar à região demarcada espanhola de Rueda.
É no Portugal insular, nomeadamente na ilha da Madeira, que esta casta subsiste e ganhou grande reputação internacional, mormente, na elaboração dos vinhos generosos.
Actualmente é sobejamente utilizada na Austrália, país onde integra uma das mais fortes apostas de nichos de mercado.
Em Portugal, tem sido efectivamente através dos vinhos generosos da Madeira que esta casta extremamente aromática, repleta de aromas tropicais e profusamente cítrica mais se destacou e realmente se afirmou.
Apesar destas suas excelentes características, só no início do século XX é que ela foi elevada à condição de casta nobre, sendo, contudo, ainda uma das castas ditas de excelência com menor área de plantio.
Este vinho tranquilo denominado PRIMEIRA PAIXÃO VERDELHO 2008, um branco VQPRD Madeirense, resultou da PAIXÃO PELO VINHO de diferentes amigos, nomeadamente, os enólogos Francisco Albuquerque e Rui Reguinga que, aproveitando, quiçá, uma das mais fascinantes variedades de uvas brancas, deram corpo a este projecto que visa implementar-se no mercado nacional como um projecto genuíno e que pretende dar a conhecer aos portugueses o que de mais português eventualmente existirá.
Extremamente aromático, este vinho apresenta uma cor de um amarelo discreto mas muito sedutor, exibindo um nariz muito expressivo com notas tropicais bastante evidentes.
Com sensações cítricas de lima e limão a emergirem logo à entrada, este vinho transporta-nos ainda para aromas a lembrar a maracujá, com alguma pêra fresca como que a saltar do seu fundo, acompanhada ainda de uma forte e bem marcante mineralidade.
Na boca revela-se bem estruturado, com bom equilíbrio, elevada acidez e relevante frescura. Profusamente exótico, este vinho possui uma notável complexidade, com final médio mas muito bem pronunciado, que de alguma forma nos remete para momentos de uma certa introspecção e nos convida até a uma íntima reflexão.
Atrevendo-me a citar o afamado crítico de vinhos português, João Paulo Martins, no seu livro – VINHOS DE PORTUGAL 2010 -“como estreia não seria possível esperar mais”- vou, como já anteriormente referi, atrevidamente permitir-me augurar um grande futuro a este vinho, que em próximas colheitas nos irá certamente premiar com néctares de verdadeira eleição, possibilitando-nos a todos nós portugueses, a degustação de uma casta que erroneamente julgávamos conhecer…!


Nota: 16,5                                               Olga Cardoso

sábado, 10 de outubro de 2009

QUINTA DOS ROQUES - ENCRUZADO 2008


Região: Dão
Produtor: Quinta dos Roques
Castas: Encruzado
Enólogo: Rui Reguinga

Vol. Alcool: 13,5%
P.V.P.: +/- € 12,00

De cor amarelo palha, límpido e cristalino, este vinho foi elaborado 100% a partir da casta Encruzado, uma das mais notáveis castas brancas nacionais e que actualmente se assume como a grande referência da região demarcada do Dão.


A sua vinificação teve lugar em cubas de inox, a temperaturas controladas, tendo 65% do vinho sido fermentado em barricas de carvalho francês, nas quais permaneceu por mais seis meses.
No nariz, mostra-se aromaticamente intenso, com as suas notas cítricas de lima e limão a manifestarem-se como uma espécie de porta estandarte. Não se ficando apenas por aqui no que concerne aos seus aromas frutados, surgem logo de seguida referências a laranjas doces, maças e maracujás.
A este leque de frutas frescas, juntam-se ainda suaves notas vegetais e minerais, devidamente acompanhadas por finos aromas provenientes da boa madeira onde estagiou.
Na boca, onde a sua boa estrutura se torna evidente, somos de imediato invadidos por uma frescura envolvente e uma acidez elegante, com as já referidas sensações de tosta, baunilha e até frutos secos como que a quererem novamente marcar presença.
Com final muito logo e persistente, este branco nacional esgrima uma profundidade e uma complexidade absolutamente geniais.
Não obstante ser já um verdadeiro santuário de prazer, este vinho demonstra possuir uma boa margem de evolução, pelo que não será de todo despiciente reservar uma ou outra garrafa para um adequado e merecido retiro em cave.
Em minha opinião, este vinho da Quinta dos Roques poder-se-á assumir, desde já, como um baluarte da casta Encruzado e um dos melhores brancos portugueses.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

ANETO - PROVA DE ANETOS NA GARRAFEIRA WINE O’CLOCK MATOSINHOS



País: Portugal
Região: Douro
Produtor: Sobredos, Lda
Enólogo: Francisco Montenegro


A prova destes 5 vinhos, cujas minhas impressões pessoais aqui transcrevo, teve lugar no passado dia 2 de Outubro, na garrafeira Wine O'Clock de Matosinhos. 
Esta prova contou com a presença do enólogo e produtor Francisco Montenegro e foi conduzida pelo anfitrião António Nora.


ANETO BRANCO RESERVA 2008
Este vinho foi elaborado tendo por base a casta Sémillon, no Douro mais conhecida por Boal, auxiliada pelo Arinto (30%), casta conhecida pela sua acidez cítrica, pelo Viosinho (20%) e pelo Gouveio (10%).
De cor citrina, apresenta-se muito delicado nos aromas, com as frutas em muito boa forma e as notas de tostados e de alguma baunilha provenientes da madeira onde estagiou, muito bem integradas nas demais.
Na boca revela uma acidez de grande classe, que lhe confere a frescura necessária para amparar o seu peso e volume de álcool.
Um vinho muito bem feito e afinado, com um final longo e persistente.
Um branco para ser bebido durante o ano inteiro.
Teor Álcool: 13%
P.V.P.: +/- € 12,00


ANETO LATE HARVEST 2007
Feito exclusivamente a partir da casta Sémillon, vindimada em inícios de Dezembro, este vinho doce é para mim um dos melhores, senão mesmo o melhor, Late Harvest Português.
Obtido de uvas parcialmente atacadas por “podridão nobre”, também conhecida por botrytis, este colheita tardia foi submetido a um estágio de 18 meses em barricas usadas de carvalho francês para não o marcar em demasia.
Muito carregado na cor, revela um aroma onde estão bem presentes as uvas passas, os frutos secos e notas meladas.
Na boca mostra-se cheio, volumoso e com um carácter muito firme.
Este vinho, onde o perfil Sauternes está bem presente, deve ser servido bem frio, a solo ou na companhia de um belo fois-gras.
Teor Álcool: 11,5%
P.V.P.: +/- € 14,00


ANETO TINTO 2006
De cor vermelha e intensa, este tinto elaborado a partir das castas Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (30%) e Tinto Cão (10%), mostra-se bastante elegante nos aromas, com os frutos negros, o cacau e um ligeiro vegetal, bem casados com a baunilha da madeira.
Na boca apresenta um bom volume, com uma óptima acidez e uma agradável frescura.
Com taninos finos e já domesticados este vinho possui um final longo e complexo.
Teor Álcool: 14%
P.V.P.: +/- € 11,00


ANETO TINTO 2007
À semelhança da edição anterior, também este Aneto Tinto resulta de um lote de várias castas, sendo elas Touriga Nacional (30%), Touriga Franca (30%), Tinta Roriz (30%) e Tinto Cão (10%).
No nariz demonstra uma boa complexidade, com um ataque inicial bastante vegetal, logo seguido de frutos maduros, especiarias e um fundo baunilhado resultante do seu estágio na madeira.
Na boca mostra-se volumoso, com uma acidez equilibrada, mas com os seus taninos ainda algo pontiagudos, como que a dizer que ainda se encontra em fase de crescimento e a aconselhar uns meses de estágio em cave.
Teor Álcool: 14%
P.V.P.: +/- € 11,00                                                                                                                                                                                                                                             
ANETO RESERVA TINTO 2007
De cor muito carregada, diria mesmo totalmente opaca, este tinto mostra-se ainda muito reservado nos aromas, embora permita, desde logo, antever uma capacidade de crescimento a grande nível.
Na boca apresenta um bom volume, pleno de frescura e com uma acidez muito bem afinada.
Contudo, as barricas novas onde estagiou estão ainda muito presentes e os seus poderosos taninos revelam-se ainda um pouco agrestes.
Algum tempo de estágio em cave, vai fazer certamente com que este reserva ser torne num vinho memorável.
Teor Álcool: 14%
P.V.P.: +/- € 35,00

sábado, 3 de outubro de 2009

MICHAEL SHIRAZ 1998



País: Austrália
Região: Coonawarra
Produtor: Wynns Estate
Enólogo: Sue Hodder
Castas: Shiraz (Syrah)
Teor Álcool: 13,5%
P.V.P.: +/- € 50,00


Tal como acontece com o John Riddoch Cabernet Sauvignon, a Wynns só produz o Michael Shiraz em anos de safras absolutamente excepcionais, utilizando para o efeito apenas as uvas das melhores vinhas existentes em Coonowarra.

Fermentado e amadurecido em barricas usadas de carvalho francês e em barricas novas e outras com mais de um ano de carvalho americano, este vinho é já uma lenda da indústria vitícola australiana, tendo há muito atingido uma elevada reputação internacional.

Este extreme da casta Shiraz é considerado um best-of-vintage da Wynns Coonawarra, pelo facto de se tratar de um vinho elaborado apenas em anos de excepção. Este conceito best-of-vintage surgiu pela primeira vez na década de 50, tendo, contudo, ficado esquecido durante vários e longos anos, pelo que só viria a ser reavivado com a soberba colheita de 1990.

Tive o privilégio de o degustar num recente jantar enogastronómico com simpáticos amantes do vinho, no qual este Michael Shiraz 1998 não teve qualquer dificuldade em superar os seus companheiros vínicos, impondo-se de forma majestosa como o grande senhor da noite.

De um vermelho escuro com vivos reflexos rubi, este vinho seduzia de imediato tal a postura intensa e opulenta que exibia dentro do copo.

O seu nariz revelou-se de uma exuberância estonteante face à panóplia de aromas que exalava de forma simultaneamente viril e delicada.
As frutas negras, generosas e maduras, algo compotadas até, apareciam de forma espontânea, como que confortavelmente deitadas numa cama de especiarias e notas balsâmicas.

Das típicas cerejas e ameixas pretas às amoras e morangos muito maduros, da bem presente pimenta preta até um certo toque de vegetal ao fundo, passando inevitavelmente pelas suas notas de menta, chocolate e cacau, tudo era possível retirar deste blend de nobres essências.
A sua diversidade aromática era de tal maneira colossal que quase nos podíamos dar ao luxo de seleccionar os aromas de que mais gostávamos.

Na boca manifestou-se profundo e elegante, suportado por um complexo de taninos redondos e seguros e por uma frescura e acidez absolutamente notáveis. A madeira está correctamente integrada, fazendo deste vinho um excelente exemplo de uma proporcional relação fruta/barrica

Não obstante os seus 11 anos de vida, demonstra possuir ainda uma vida longa pela frente, comprovando assim a sua proclamada longevidade.
Indiscutivelmente um Grande Tinto Australiano e, sem dúvida, o melhor Shiraz (Syrah) que alguma vez provei.

sábado, 26 de setembro de 2009

HERDADE DO PORTOCARRO - COLHEITA 2005



Região: Terras do Sado
Produtor: José da Mota Capitão
Enólogo: Paulo Laureano

A Herdade do Portocarro, nome ainda desconhecido por muitos, nasceu de um sonho que José da Mota Capitão logrou tornar realidade.
Trata-se de um homem interessante, simpático e genuíno com quem tive o prazer de conversar no passado Essência do Vinho 2009.
A forma envolvente e apaixonada como falava dos seus vinhos fez com que me interessasse ainda mais por este projecto, tendo até, por breves momentos, conseguido transportar-me para a sublime região francesa da Borgonha e os seus típicos petits vignerons.
Esta herdade situa-se no Torrão, terra de feição alentejana mas formal e administrativamente pertencente ao distrito de Setúbal.
São assim vinhos produzidos nas Terras do Sado, beneficiando de uma suave brisa vinda do oceano atlântico.
O projecto é ainda recente, tendo as primeiras vinhas sido plantadas em 2002, em local onde anteriormente residiu uma várzea de arroz.
José da Mota Capitão escolheu sete castas tintas para alimentar o seu sonho, Aragonês, Alfrocheiro, Touriga Franca, Touriga Nacional, Cabernet Sauvignon, Petit Verdot e a italiana, grande responsável pelos vinhos de Chianti – Sangiovese.
A partir destas castas, a Herdade do Portocarro proporciona-nos três excelentes vinhos tintos, distintos no seu perfil e segmento, mas idênticos na qualidade e irreverência com que se apresentam.
A colheita de que aqui vos vou falar é a de 2005, ano em que José da Mota Capitão nos presenteou com promissoras novidades.

HERDADE DO PORTOCARRO 2005
Castas: Aragonês (30%), Alfroucheiro (30%), Cabernet Sauvignon (30%), Touriga Nacional (5%) e Touriga Franca (5%).
Teor Álcool: 14%

Um lote sedutor que aproxima este vinho da tipologia característica dos vinhos alentejanos.
Apresenta uma densa cor granada e no nariz seduz pelas suas notas de fruta madura, algo compotada, onde se destacam ainda as notas a madeira, o couro e um ligeiro balsâmico.
Na boca mostra-se elegante, com boa estrutura e taninos redondos. Termina de forma especiada, harmonizando lindamente com pratos condimentados.

CAVALO MALUCO 2005
Castas: Touriga Franca (45%), Touriga Nacional (45%) e Petit Verdot (10%).
Teor Álcool: 14%

“Cavalo Maluco (Crazy Horse) foi um grande chefe Sioux que resistiu à ocupação e destruição das terras e cultura do seu povo, permanecendo fiel aos seus valores e códigos de honra, pelos quais deu a vida. Uma personalidade potente e intensa, indomável e irreverente, mas também sensível, gracioso e elegante, como este vinho que assume o seu nome. Um vinho que é uma força da natureza e que presta homenagem a todos os "Cavalos Malucos", apaixonados e desassombrados, que pensam pela sua cabeça e trilham o seu caminho, com paixão pela diferença. Cada ano de Cavalo Maluco presta homenagem a uma personalidade que se identifica com este espírito. Esta primeira edição de 2005 é dedicada ao meu Pai, Luiz da Mota Capitão.”

De cor negra, retinta mesmo, com reflexos de púrpura, este vinho revela um nariz exuberante onde ressaltam de imediato as frutas pretas, mas também a menta, algum tabaco e muita erva aromática.
A madeira está bem presente mas faz-se notar de forma controlada, não prejudicando em nada a sua memorável panóplia de aromas.
Acidez firme, com taninos bem presente mas muito refinados.
Este elixir possui um final quase interminável, revelando, ao longo de uma refeição, e à medida que o tempo e a oxigenação se vão desenrolando, nuances sempre novas e inolvidáveis.

ANIMA L5
Castas: Sangiovese (100%)
Teor Álcool: 14%

A sua cor é de um rubi escuro e o seu aroma intenso e profundamente sedutor.
A sua fruta negra, a lembrar amoras, cerejas e mirtilos em nobres compotas, manifesta-se na dose certa.
A tosta da barrica mostra-se muito elegante e bem integrada com o chocolate e as notas balsâmicas que se sentem ao fundo.
Na boca mostra-se delicado, com bom corpo e deliciosamente cremoso. Os seus taninos são redondos e muito seguros.
Estamos inquestionavelmente perante um vinho bastante complexo e detentor de uma elegância aristocrática.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

PINTAS 2001

Região: Douro
Produtor: Wine & Soul, Lda
Enólogo: Jorge Serôdio Borges
Castas: vinhas velhas com castas tradicionais misturadas
Vol. Alcool: 14,5%
P.V.P.: +/- € 100,00 (se houver)

Agradeço a deus e quiça ao destino, o privilégio de me ter cruzado com este sumptuoso néctar, oito anos após a sua colheita.
O seu aroma cativante e envolvente, fez-me de imediato adivinhar que estava perante um vinho profundo e misterioso.
O seu nariz está profusamente marcado pelas frutas negras, carnudas e maduras, perfeitamente misturadas com as notas de cacau e café que também se fazem mostrar de forma não menos tímida.
Como que a fechar este extasiante conjunto de aromas, aparecem ainda agradáveis sensações balsâmicas e um ligeiro toque mentolado a conferir ainda maior complexidade ao seu conjunto.
Em suma, o seu fruto preto não poderia estar melhor harmonizado com a profundidade da sua madeira.
Avançando de forma algo respeitosa e cerimoniosa para as suas sensações de boca, trago a trago, ia-me deliciando com a sua grande estrutura e notável acidez.
Um vinho cheio mas fresco, macio mas com garra, suportado por uma exemplar textura de taninos redondos e reconfortantes.
O seu final é muito longo, opulento e poderoso.
Uma colheita inaugural de grande nível, que com grande Pinta me encheu a alma.
O jus ao nome estava indubitavelmente confirmado e o já proclamado vaticínio de um grande futuro, inquestionavelmente compreendido.
Este vinho foi elaborado a partir de uma variedade de castas tradicionais, encepadas em vinhas velhas, com mais de 70 anos.
As uvas foram sujeitas a uma apertada selecção, quer na vinha, quer na chegada aos lagares, desengaçadas e pisadas a pé durante toda a fermentação alcoólica.
O estágio e a fermentação maloláctica teve lugar em barricas de carvalho francês, parte delas novas e a outra parte com mais de um ano.
O resultado manifestou-se de forma contundente, revelando a mestria de um então muito jovem enólogo.
Um Senhor Grande Vinho, que nos transporta de uma forma magistral e divina para a monumentalidade da região que lhe serviu de berço – o Douro.


domingo, 20 de setembro de 2009

QUINTA DO AMEAL LOUREIRO 2008

Região: Vinhos Verdes
Produtor: Quinta do Ameal
Enologia: Pedro Araújo.
Castas: Loureiro.
Teor Álcool: 11,5%.       
P.V.P: +/- € 6,00.


A Quinta do Ameal situa-se no concelho de Ponte de Lima, mais propriamente na ancestral freguesia de Refóios do Lima.
Esta belíssima quinta, nas margens do rio Lima, tornou-se conhecida nos últimos anos sobretudo pela sua aposta na casta Loureiro, uma das mais emblemáticas da região dos vinhos verdes.
O processo de produção inclui a selecção criteriosa das melhores uvas, fermentação a temperaturas controladas, engarrafamento e rotulagem automáticos na propriedade.
Este Quinta do Ameal Loureiro é um vinho extreme da casta Loureiro, produzido na sub-região do Lima e em solos graníticos.
Provém de uma vinha de 12 hectares exclusivamente plantados com esta casta, a qual é cultivada de acordo com os mais rigorosos princípios biodinâmicos.
Apresenta uma cor amarela pálida, de aspecto límpido e brilhante.
O seu nariz mostra-se frutado, com boas notas florais e citrinas, onde ressaltam, as limas e as ameixas brancas, com flores brancas pelo meio.
Não obstante as suas fortes componentes frutadas e florais, os seus toques minerais são também bastantes evidentes.
Na boca apresenta um corpo médio, com uma bolha finíssima.
Trata-se de um vinho delicado, com muito boa frescura e uma acidez bem integrada que não sobressai em demasia como acontece em muitos vinhos verdes.
O seu final é médio mas muito elegante.
A casta Loureiro aparece aqui em todo o seu esplendor, sendo este vinho um excelente exemplo das potencialidades desta magnífica casta minhota.

sábado, 19 de setembro de 2009

DOURO - COVELINHAS. As minhas origens. Onde tudo começou...


VILLA MARIA SAUVIGNON BLANC PRIVATE BIN 2008


País: Nova Zelândia                
Região: Marlborough                    
Produtor: Villa Maria
Enólogo: Nick Picone
Castas: Sauvignon Blanc
Graduação: 13,5%
P.V.P: +/- € 12,00

Pese embora não sinta grande empatia pela casta Sauvignon Blanc, reconheço e enalteço as qualidades deste produtor, a cujos vinhos não consigo ficar indiferente.
De cor amarela esverdeada, este vinho revela-se aromaticamente exuberante e intenso.
No nariz ressaltam de imediato as suas notas de fruta tropical, tal como maracujá, manga e lichias.
Não obstante a sua evidente tropicalidade, as suas componentes alimonadas e vegetais também se fazem sentir, lembrando até uma certa dose de erva molhada e de espargos verdes.
Na boca mostra-se algo gordo, untuoso e intenso, com uma acidez vibrante e um final de boca muito fresco, elegante e persistente.
Definitivamente um excelente representante da expressividade que esta casta atingiu no chamado Novo Mundo. Um vinho a não perder…!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

ALVARINHO SOALHEIRO 2008


Região: Vinhos Verdes
Produtor: António Esteves Ferreira
Enólogo: António Luís Cerdeira
Castas: 100% Alvarinho
Graduação: 12,5%
P.V.P.: +/- € 8,00

Alvarinho Soalheiro é um vinho produzido na região vitivinícola dos Vinhos Verdes, sub-região de Melgaço, exclusivamente a partir da casta Alvarinho.
O nome deste vinho tem origem na excelente exposição solar da parcela de vinha com a mesma designação.
Apresenta uma cor citrina, cristalina e algo esverdeada.

Destaca-se pela sua forte complexidade gustativa, possuindo um nariz muito atractivo, com sugestões essencialmente cítricas (lima, limão) e florais, onde se destacam as tílias e a flor de laranjeira.
Não obstante, a sua componente mineral e os seus leves mas bem presentes toques tropicais, não deixam também de se querer manifestar.
Na boca revela-se fresco, intenso e volumoso. A sua acidez viva e bem integrada transforma-o num vinho, harmonioso, sedutor e explosivo.
As nuances frutadas do seu aroma estão intrinsecamente associadas à sua grande persistência e elegância de sabor.
Alvarinho Soalheiro é uma revelação clara de um terroir único, com provas dadas quanto à sua genial capacidade de envelhecimento.
A casta Alvarinho é a rainha desta casa, sendo, aliás, a única casta plantada. Os solos são graníticos, estando as vinhas encepadas a baixas altitudes, onde as temperaturas favorecem a maturação.
Ano após ano, a Quinta de Soalheiro tem vindo a afirmar-se como uma grande referência nacional no que concerne a vinhos brancos de elevada qualidade, acumulando já variadíssimos prémios nacionais e internacionais.
A colheita de 2007 deste Soalheiro Alvarinho, foi o grande vencedor do Essência do Vinho 2009, na categoria de vinhos brancos.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

TERRAS D'UVA ROSÉ 2008


Região: Alentejo
Produtor: Henrique Uva - Herdade da Mingorra.
Enólogo: Pedro Hipólito.
Castas: Aragonês.
Graduação:12,5%
P.V.P: +/- € 3,00              

Este vinho rosado integra actualmente a gama de entrada deste produtor, situação que em nada prejudicou a sua qualidade, tendo inclusivamente sido objecto de um recente "make up" muito bem conseguido.

Este vinho extreme da casta Aragonês, possui uma cor viva e um nariz onde os aromas a frutas vermelhas, como os morangos e as framboesas estão bem presentes, assim como um ligeiro toque de vegetal ao fundo a conferir-lhe uma certa "finesse" e profundidade.

Na boca revela-se volumoso, com taninos ligeiros, boa frescura e uma acidez subtil mas muito correcta. 

O grande destaque deste vinho reside, na minha opinião, no seu magistralmente bem controlado grau de doçura: suficientemente doce para fazer dele um rosé, mas insuficientemente doce para o tornar enjoativo como acontece na maioria dos vinhos rosados disponíveis no mercado.

Este vinho configura, efectivamente, o estilo de rosés que mais aprecio, com a vantagem de ser uma espécie de campeão nacional no que ao requisito da qualidade/preço diz respeito.

No que concerne às suas aptidões gastronómicas, demonstrou ser bastante versátil, harmonizando bem com a generalidade dos petiscos típicos de  verão e até mesmo com certos pratos mais simples, tal como algumas massas e frango assado.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

TERRAS DO DEMO - ESPUMANTE BRANCO 2007


Região: Távora-Varosa 
Produtor: Adega Cooperativa do Távora
Enólogo: Jaime Brogo
Castas: Malvasia Fina
Grau Alcool: 12,5%
P.V.P: +/- € 9,00


Porque de verão ainda me apetece falar, e com ele aparecem os inevitáveis vinhos espumantes, falo-vos de um vinho que se apresenta para mim como o melhor espumante português da actualidade dentro deste patamar de preços - cerca de € 9,00 a garrafa.
Costumo chamá-lo de Dom Pérignon dos pobres, tal a sua qualidade e beleza da garrafa.
Só de olhar para ele até me sinto a beber o famoso néctar francês que o dito monge inventou!
Elaborado exclusivamente a partir da casta Malvasia Fina, este espumante, considerado um bruto suave, tem vindo a conquistar inúmeros adeptos, atenta a acidez controlada e bem estruturada de que beneficia.
Não obstante possuir uma bolha abundante e possante, não se revela minimamente agressivo,  sendo aromaticamente muito agradável, delicado e persistente.
Degustado com mariscos diversos e jantares de tapas variadas, revelou  ser gastronomicamente polivalente.
Como welcome drink é sempre muito bem vindo! Um must de verão...

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

QUINTA DE GOMARIZ - LOUREIRO 2008


Recém chegada das praias e planícies do nosso caloroso Sul, e já numa breve passagem pelo Minho, também conhecido por região dos Vinhos Verdes, ocorre-me falar de um vinho que se revelou um excelente "parceiro" deste verão e que tanto sucesso fez entre os meus amigos.
Em tempos de crise, torna-se imperioso falar de vinhos onde a relação qualidade/preço se mostra absolutamente imbatível e em nada prejudica os seus quesitos de qualidade.
Nas grandes superfícies o preço deste vinho ronda os € 4,00.
Falo-vos do QUINTA DE GOMARIZ LOUREIRO 2008.
Obtido exclusivamente a partir da casta loureiro, este vinho apresenta um cor citrina brilhante e um nariz que respeita e valoriza os registos típicos e deliciosamente florais da casta.
Na boca mostra-se equilibrado, muito fresco e vibrante, graças a uma certa bolhinha natural e persistente.
Óptima companhia para peixes magros, mariscos mais simples e....piscinas!
Este produtor foi o grande vencedor do concurso Vinhos Verdes 2008, arrecadando quatro medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze.
Um excelente loureiro!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

ALFARAZ BRANCO COLHEITA SELECCIONADA 2008


Região: Alentejo
Produtor: Henrique Uva - Herdade da Mingorra
Enólogo: Pedro Hipólito
Castas: Antão Vaz e Verdelho
Teor Alcool: 14%                       
P.V.P: /- € 6,00


A casta verdelho, sendo uma das mais antigas castas portuguesas é também uma das mais controversas, face aos problemas de identidade e de toponímia de que tem sido alvo. 

Tendo sido uma casta desprezada durante vários e longos anos, é bastante aprazível verificar que os produtores portugueses estão a prestar-lhe cada vez mais atenção e a apostar forte na sua plantação e vinificação. 

O Alfaraz Branco Colheita Seleccionada, produzido por Henrique Uva - Herdade da Mingorra, com base nas castas Antão Vaz (20%) e Verdelho (80%), tem demonstrado ser um vinho onde a frescura e a acidez sobressaem de forma notável.

A fermentação teve lugar em barricas novas de carvalho francês, em câmara frigorífica, seguida de batonnage durante 3 meses.

O estágio em barrica conferiu-lhe uma certa complexidade, sem que porém lhe tenha anulado a exuberância de toda a fruta tropical que se lhe reconhece.

Boca intensa, onde se fazem também sentir notas vegetais bastante atractivas, com final longo e persistente.

Muito bom vinho e com uma excelente relação qualidade/preço.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

DR. VON BASSERMANN-JORDAN FORSTER JESUITENGARTEN RIESLING TROCKEN 2004



Sendo o clima alemão um clima gélido, com a consequente dificuldade de maturação das uvas, o solo onde as vinhas estão implementadas e a sua exposição solar assumem características muito mais importantes do que a própria região.
Jesuitengarten é uma das vinhas mais famosas de Pfalz.
A importância e valor destas vinhas é de tal maneira grande que muitas vezes elas são partilhadas entre vários produtores.
Jesuitengarten situa-se na zona norte de Pfalz, na continuação da região francesa Alsaciana, beneficiando ainda da proteção dos Montes Vosgues, o que faz com que chova menos e se obtenha uns graus de temperatura média acima das outras regiões.
Este vinho é, efectivamente, dos melhores Riesling que já alguma vez tive o privilégio de degustar.
Não obstante os cinco anos de existência, este vinho revela-se ainda muito jovem, fazendo advinhar uma capacidade de evolução absolutamente genial.
Notas típicas da casta como, p. ex., o ligeiro gás de isqueiro que já se faz sentir, marcam definitivamente o seu bouquet.
A sua notável frescura e a sua elevada acidez, bem integrada e nada exagerada, fazem-se notar na boca, bem como, a sua componente mineral e frutada.
Contudo, as suas apregoadas notas de evolução estão ainda longe de se fazer sentir.
E suma, um riesling de excelente qualidade para se beber agora ou esperar por mais uns anos...haja paciência!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

AMANTIS BRANCO 2007 – VINHOS DONA MARIA


Vinho dedicado aos Amantes dos Néctares de Baco.

Produzido e engarrafado por Júlio Bastos (Estremoz). AMANTIS, significa, em latim – “aquele que ama".

Em honra do amor de D. João V por Dona Maria, Senhora da Corte a quem o Rei ofereceu aquela Quinta, onde hoje em dia são vinificados os vinhos que têm o seu nome.

Vinho Regional Alentejano produzido na Quinta Dona Maria através, predominantemente, da casta Viognier.

Apresenta uma bonita cor dourada com laivos esverdeados.

No aroma encontram-se notas de madeira bem integrada com fruta como a manga, a laranja e a pêra.

Na boca o seu toque é sedoso, realçando o seu bom volume, equilíbrio e acidez firme e elegante.

Cremoso e amanteigado, tem-se revelado um branco harmonioso e muito longo.

MADRIGAL BRANCO – VIOGNIER 2007


Estamos perante um vinho da Estremadura, produzido na Quinta do Monte D’ Oiro por José Bento dos Santos.

Possuí um aroma com notas a frutos tropicais, sem esquecer os clássicos pêssego e melão.

Num estilo fresco, fino e delicado, este Viognier não nega porém a sua génese untuosa e com bastante corpo.

Mostra assim algum peso na boca, está envolvente e gordo, meloso mas bastante equilibrado e com final muito longo e persistente.

Enfim, um vinho branco português de inegável excepção!